Cerca de Três Mil Reclusos Vão Usar Pulseiras Eletrónicas em Moçambique


⏱️ Tempo de leitura: 4 minutos | ✍️ Escrito por Ismael

Cerca de Três Mil Reclusos Vão Usar Pulseiras Eletrónicas em Moçambique

O Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos lançou, nesta segunda-feira, um projeto-piloto inovador de monitorização de reclusos por meio de pulseiras eletrónicas, uma medida que promete transformar a gestão penitenciária em Moçambique.

Segundo informações oficiais, o projeto visa acompanhar cerca de três mil reclusos fora das cadeias, permitindo uma vigilância eletrónica constante e garantindo a segurança pública. Esta iniciativa representa uma mudança significativa na forma como o Estado administra a população prisional.

Um dos principais objetivos desta medida é reduzir custos elevados da manutenção dos reclusos nas cadeias. Com a implementação das pulseiras eletrónicas, estima-se que o Estado possa poupar mais de 300 milhões de meticais por ano, parte dos mais de três mil milhões de meticais atualmente gastos para manter os prisioneiros em regime fechado.

O projeto é também um avanço no sistema judicial e penitenciário, permitindo que reclusos de baixo risco cumpram penas em liberdade monitorada, assegurando o respeito à lei e a segurança da população.

Especialistas apontam que a utilização de tecnologias de monitorização eletrónica está alinhada com práticas internacionais e poderá servir como modelo para outras regiões do país, promovendo maior eficiência, transparência e inovação na gestão de reclusos.

O Ministério sublinha que o projeto será acompanhado de perto, com avaliações periódicas para ajustar processos e expandir a medida futuramente, caso se demonstre eficaz.


📌 Esta matéria será atualizada à medida que novas informações sobre o projeto de monitorização eletrónica forem divulgadas.

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